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JORNAL DE ITUPORANGA
Desde: 29/06/2013      Publicadas: 81      Atualização: 16/10/2018

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 Caderno Feminino

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Violência contra a mulher: quais são os tipos

Nos últimos tempos a violência contra a mulher vem crescendo em ritmo acelerado no Brasil e no mundo.
Falaremos sobre a violência contra a mulher aqui no Brasil.
A violência contra a mulher é tão comum que a cada 10 mulheres que vc conversa, pelo menos 8 sofrem ou ja sofreram violência, seja a violência verbal, violência física, violência sexual e após passarem por todos os estágios das agressões chegam ao último estágio que é a MORTE
 
Primeiro começa com a VIOLÊNCIA VERBAL que é caracterizada por palavras danosas que tem a intensão de humilhar, ridicularizar, manipular, ameaçar...
 
Segue então a  VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA que causa danos à saúde mental da vítima e danifica a alto estima,  dentre elas estão, ofensas, perseguição, chantagem, exploração, insulto, vigilância contante, limite de ir e vir, ameça aos filhos para punir a mulher...
 
Depois vem a VIOLÊNCIA FÍSICA que causa danos ao corpo da vitima que muitas vezes não conseguem uma recuperação completa, esses são causados por chutes, socos, tapas, amarrações, mutilação, muitos homens ateiam fogo nas mulheres, queimam com ácido, mutilam... Esse tipo de violência fisica é o que mais amedronta as mulheres e faz com elas não denuciem por medo do agressor e por vergonha.
 
Então chega a VIOLÊNCIA SEXUAL que após a mulher sofrer todas a violências acima mencionadas e chegar ao ponto de não ter mais nenhum sentimento pelo agressor, ela acaba sendo VITIMA DE ESTUPRO, mesmo sendo casada ela não é obrigada a ter relação com o marido e assim sendo, se ele fizer sem o consentimento dela esse ato  é considerado ESTUPRO.
 
E então chega a MORTE, os agressores cometem o assassinato com os mais horriveis requintes de crueldade contra a vida da mulher.
 
Os homens que cometem esses tipos de violência contra a mulher são classificados como loucos, anti-sociais, quando na verdade são homens inseridos em uma sociedade que não dá o menor valor às vidas das mulheres.
A cada dois minutos uma mulher é vitima de violência doméstica.
* Em 2016, um total de 4.645 mulheres foram assassinadas no país, o que representa uma taxa de 4,5 homicídios para cada 100 mil brasileiras.
* Em 2017 o Brasil registrou 164 estupros "por dia".
 
"HOMICÍDIO DE MULHERES
O início do ano de 2018 foi marcado pelo assassinato de Marielle Franco, que chocou a população brasileira. Mulher, negra, mãe e moradora da favela da Maré, Marielle Franco era vereadora da Câmara Municipal do Rio de Janeiro e, no dia 14 de março, foi morta em um atentado. Treze tiros atingiram o veículo onde ela estava. A comoção pública e a transformação de seu nome em símbolo de resistência são sinais de que a violência contra a mulher está deixando de ser naturalizada.
Se as leis e políticas públicas ainda não são suficientes para impedir que vidas de mulheres sejam tiradas de formas tão brutais, o enfrentamento a essas e outras formas de violência de gênero é um caminho sem volta. Os dados apresentados devem contribuir para destacar e denunciar a morte de mulheres, assim como a necessidade do aprimoramento dos mecanismos de enfrentamento.
. Em dez anos, observa-se um aumento de 6,4% (tabelas 6.1 e 6.2).Chama a atenção que em 2016 o estado de Roraima apresentou uma taxa de 10 homicídios por 100 mil mulheres, com uma distância razoável dos estados com taxas mais próximas, Pará (7,2) e Goiás (7,1). As taxas de Roraima flutuam bastante ao longo da série histórica, mas chegaram a picos de 14,8 em 2013, 11,4 em 2015 e, com exceção de 2011, nos demais anos a taxa de homicídios de mulheres em Roraima foi superior à taxa brasileira. Estupro no Brasil, segundo os registros administrativos. Em 2016, foram registrados nas polícias brasileiras 49.497 casos de estupro, conforme informações disponibilizadas no 11º Anuário Brasileiro de Segurança Pública
Nesse mesmo ano, no Sistema Único de Saúde foram registrados 22.918 incidentes dessa natureza, o que representa aproximadamente a metade dos casos notificados à polícia. Certamente, as duas bases de informações possuem uma grande subnotificação e não dão conta da dimensão do problema, tendo em vista o tabu engendrado pela ideologia patriarcal, que faz com que as vítimas, em sua grande maioria, não reportem a qualquer autoridade o crime sofrido. Para colocar a questão sob uma perspectiva internacional, nos Estados Unidos, apenas 15% do total dos estupros são reportados à polícia. Caso a nossa taxa de subnotificação fosse igual à americana, ou, mais crível, girasse em torno de 90%, estaríamos falando de uma prevalência de estupro no Brasil entre 300 mil a 500 mil a cada ano."
"Para o enfrentamento da violência contra a mulher, além de dar visibilidade aos crimes, é fundamental a manutenção, a ampliação e o aprimoramento das redes de apoio à mulher, previstos na Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006), que viabilizam o atendimento e as alternativas de vidas para as mulheres. A rede de atendimento deve garantir o acompanhamento às vítimas e empenhar um papel importante na prevenção da violência contra a mulher. Além de ser assistida pelo sistema de justiça criminal, a mulher deve conseguir ter acesso à rede também por meio do sistema de saúde, já que em muitos casos as mulheres passam várias vezes por esse sistema antes de chegarem a uma delegacia ou a um juizado."
 
Temos abaixo  2 artigos da Lei Maria da Penha: 
o art. 5° e o 7°.
Art. 5°  Para os efeitos desta Lei, configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial:                       
I – no âmbito da unidade doméstica, compreendida como o espaço de convívio permanente de pessoas, com ou sem vínculo familiar, inclusive as esporadicamente agregadas;
II – no âmbito da família, compreendida como a comunidade formada por indivíduos que são ou se consideram aparentados, unidos por laços naturais, por afinidade ou por vontade expressa;
III – em qualquer relação íntima de afeto, na qual o agressor conviva ou tenha convivido com a ofendida, independentemente de coabitação.
Parágrafo único.  As relações pessoais enunciadas neste artigo independem de orientação sexual.
 
O artigo 7°
Art. 7°  São formas de violência doméstica e familiar contra a mulher, entre outras:
I – a violência física, entendida como qualquer conduta que ofenda sua integridade ou saúde corporal;
II – a violência psicológica, entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da auto-estima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação;
III – a violência sexual, entendida como qualquer conduta que a constranja a presenciar, a manter ou a participar de relação sexual não desejada, mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força; que a induza a comercializar ou a utilizar, de qualquer modo, a sua sexualidade, que a impeça de usar qualquer método contraceptivo ou que a force ao matrimônio, à gravidez, ao aborto ou à prostituição, mediante coação, chantagem, suborno ou manipulação; ou que limite ou anule o exercício de seus direitos sexuais e reprodutivos;
IV – a violência patrimonial, entendida como qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades;
V – a violência moral, entendida como qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria.
 
* A lei Maria da Penha você encontra no site: 
 
* 9 fatos que você precisa saber sobre a Lei Maria da Penha
 
 
Não se cale denuncie, você pode salvar uma vida.
 
Disc denuncia180
 
 
Fontes: 
Intituto de Pesquisa e Planejamento Aplicada (IPEA)  
Fórum Brasileiro Segurança Pública (FBSP)
 
 
 
                             



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