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JORNAL DE ITUPORANGA
Desde: 29/06/2013      Publicadas: 117      Atualização: 11/12/2018

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 Caderno Feminino

  09/10/2018
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O que se esconde atrás da traição feminina?

Depois de décadas a abordar o tema traição como praticamente direcionado ao homem, eis que os tempos trouxeram uma nova interpretação e abrangência sobre o assunto.

O que se esconde atrás da traição feminina?
 
A infidelidade é um conceito cambiante, que é atualizado e renovado, é uma das práticas que mais partido tirou da era digital.
Pesquisas indicam que a infidelidade feminina quase dobrou em uma década e que ciúmes e carência são os principais motivos. 
Para elas, dizer que traiu o cônjuge motivada pela traição alheia ameniza a culpa social feminina.
As mulheres estão traindo cada vez mais, pesquisa  feita com cerca de 2.000 mulheres mostrou que 25% delas admitiram ter traído o cônjuge pelo menos uma vez na vida – há 8 anos eram 7%, já  uma segunda pesquisa mostra que, em média, metade das entrevistadas  já teve algum envolvimento extraconjugal.
Surpreendente são os motivos que as fazem infiéis, a  vingança é  a grande motivadora, uma em cada quatro disse que só traiu o parceiro porque descobriu que havia sido traída e desejava provocar ciúmes ou seja queria se vingar, outro motivo apresentado é o de sentir desejos sexuais que o cônjuge não consegue satisfazer, dentre outros que falaremos a seguir.
Para algumas mulheres, a questão da infidelidade tornou-se tão banal como para os homens, ainda que os seus pressupostos sejam diferentes.
Homens afirmam que são ou já foram infiéis devido a impulsos de momento e a uma dificuldade em controlar uma sedução, já as mulheres confessam que, ao invés de falarem com o companheiro acerca dos problemas e desejos, já que nem sempre o parceiro se mostra disponível para as necessidades da mulher, como  fazer um elogio, um momento romântico e daí por diante, elas optam por procurar a satisfação de fantasias através de uma aventura fora do casamento. Muitas assumem que, assim como o homem opta por não se divorciar e ter uma vida paralela ao casamento, elas se sentem nesse direito de não assumir perante a sociedade, a família e  filhos, que  o casamento não esta mais dando certo. No nosso país, as conversas de café são o que melhor demonstra a posição da sociedade face à traição feminina.
Elas não se sentem mais culpadas, uma vez que encaram com naturalidade a situação e elas tem mais facilidade em esconder e não serem pegas.
Eles arrastam casamentos de fachadas tendo uma vida dupla, arrastar um casamento de fachada parece ser também a opção de algumas mulheres.
Para os especialistas a questão é antiga e coloca ambas as partes em situação desnecessária, já que, com a evolução dos tempos as pessoas são livres para casar e fazer um planejamento familiar. Nos dias atuais, não existe mais a imposição do casamento, muito menos a escolha dos parceiros, mas parece que as marcas do passado continuam nas nossas mentalidades e sem dar espaço a um novo paradigma. 
Se partimos da vingança para pretexto e desculpa, dificilmente vamos encontrar um novo caminho conjugal o que com certeza acabará em divorcio.
Apesar de tudo, a infidelidade feminina ainda não é encarada e aceita de forma positiva pela maioria das pessoas, razão pela qual, a mulher continua a ser apontada como a responsável pelo sucesso ou fracasso de um casamento., A mulher tem capacidade de perdoar a traição do marido para “salvar o casamento” e zelar pelo futuro dos filhos muitas vezes sem um marido presente, fazer de conta que está tudo bem quando dormem em camas separadas, quando não existe mais  interesse um pelo outro ou vontade de construir o que quer que seja com aquela pessoa. 
A sociedade tem mais capacidade de aceitar a aventura fácil do marido que se envolveu com uma outra mulher do que a necessidade de uma esposa se sentir desejada por alguém quando o marido não lhe mostra qualquer interesse.
O sexo e o prazer ainda são equivocadamente em algumas familias, um direito masculino, o que convida as mulheres a traírem pela procura dessa satisfação quando não podem dizer que as suas relações sexuais não são gratificantes. Apesar de não existirem dados concretos acerca do número de separações provocadas pela infidelidade feminina, sabe-se que, são mais as mulheres que aceitam manter um casamento quando o marido as traiu do que o contrário e que, são raríssimos os casos de homens que aceitam ter sido traídos, perdoam e ainda tentam salvar o casamento e assim acabam mantendo tudo em segredo uma vez que a sociedade não lhes perdoaria a falta de coragem para reagir e forçar a separação.
De acordo com alguns pesquisadores de relacionamentos, o principal motivo para a infidelidade feminina é o próprio homem.
 
Para que se compreenda o que leva uma mulher a trair um homem, segue as principais queixas femininas face ao casamento:
 
-Independência financeira e a necessidade de ter um reconhecimento dentro de casa; necessidade de viver com uma pessoa que as elogie, estime e reconheça inteligência e demais qualidades; desejo sexual não satisfeito com o parceiro; dificuldades em conversar com o cônjuge; desejo de se sentirem desejadas por um homem; necessidade de fugir à rotina; vingança pelas traições vividas nessa ou noutra relação; falta de amor pelo companheiro; necessidade de alterar os planos de vida. 
De acordo com o livro Por que homens e mulheres traem? da antropóloga Mirian Goldenberg, a mulher consegue separar muito bem o papel do marido e do amante, razão pela qual a infidelidade feminina parece conhecer novos contornos. As mulheres queixam-se de não serem incluídas em matérias que envolvam o sexo, o desejo, a atração, o carinho, o reconhecimento ou a beleza, já que a rotina do casamento parece ultrapassar esses aspetos que deveriam alimentar o amor e a convivência "a dois". 
A mesma autora realça que, a mulher quer sentir-se viva, atraente, bonita e desejada e que, “muitos homens estão distantes desses interesses e de uma nova realidade feminina”.
 
Sem julgar a opção de cada um, vale a pena pensar no quão seria mais fácil assumir a realidade e procurar uma vida com outra pessoa e evitar desabores e magoas no futuro.
 
                                   
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  Autor:   Débora Oliveira


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